Entrevista: Poesia para ler, aprender, exercitar e viver dentro da sala de aula

Publicado originalmente em

http://hotsite.tvescola.org.br/conexaoescolas/poesianaescola/

Por Marcus Tavares

A professora Cintia Barreto ainda se lembra com muita alegria quando, em 2002, começou a lecionar no Colégio Estadual André Maurois, localizado no Leblon, no Rio de Janeiro. Professora de Língua Portuguesa, ela resolveu, naquele seu primeiro ano, trabalhar poesia com os seus estudantes do Ensino Médio. A professora instigou a produção de poesias entre os alunos e deu visibilidade num grande varal. Nascia assim um projeto promissor entre poesia, sala de aula e Língua Portuguesa que se concretiza anos mais tarde, em 2013, quando a professora coordena a elaboração do primeiro livro Poetas do Maurois, reunindo conteúdos de estudantes de várias turmas do colégio. “De lá para cá, sempre revisitamos o projeto, onde podemos ler e conhecer os sentimentos, pensamentos, angústias e desejos dos nossos jovens. As vozes dos poetas foram e são ouvidas. É maravilhoso poder dar visibilidade a nossos estudantes que têm muito a dizer, mas, muitas vezes, não encontram, nas escolas, espaços de reverberação enquanto produtores de cultura, de arte”.

De acordo com Cintia Barreto, doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  o professor de Língua Portuguesa pode e deve aliar a poesia ao seu conteúdo programático, fazendo uma seleção prévia de autores que estejam relacionados ao seu planejamento bimestral. Para cada conteúdo, com certeza, avisa a professora, existe uma poesia que evidencia a temática a ser trabalhada em sala de aula. “Temos, no Brasil, excelentes poetas, dos clássicos aos contemporâneos passando pelos canônicos, como Castro Alves, Manuel Bandeira, Adélia Prado, Conceição Evaristo, Paulo Leminski, Carlos Drummond de Andrade, Elisa Lucinda, Solano Trindade, Ferreira Gullar, João Cabral de Melo Neto, Cecilia Meirelles, Roseana Murray”, destaca...

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Cintia Barreto - Doutora em Literatura Brasileira Cintia Barreto